Tatuagens de mãe e filha? Quero!

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E porque não agora em maio, no mês das mães?

Em primeiro lugar, confesso que esse foi o jeito que minha filha arrumou de me dobrar. Eu nunca sequer pensei em fazer uma tatuagem, nem mesmo na minha adolescência. Não pensava na arte envolvida na tatuagem e não me interessava. Talvez se eu tivesse esse olhar pensaria diferente, afinal, o fato de registrar algo importante e que faça sentido para você naquele momento da sua vida, justificaria ficar com a pele tatuada. Me lembro que algumas empresas na época nem empregavam pessoas tatuadas. Se empregavam, o chefe pedia para trabalhar com roupas fechadas para esconder as tatuagens na pele. Nessa mesma época, para as mães e as amigas das mães então, ter uma tatuagem era um absurdo. Do mesmo jeito que apresentar o namorado tatuado também era perturbador. Mesmo assim, as minhas amigas mais “rebeldes” se arriscavam nessa aventura, mas já esperavam umas belas palmadas quando a tatuagem fosse descoberta. Com todo o respeito, por sorte, hoje os tempos são outros.

Já minha filha, desde os quatorze anos que ela perturbava meus ouvidos, ela queria muito ter uma tatuagem. Das vezes que ela se lembrava desse assunto, ficava o dia inteiro como uma matraca, repetindo que quando ela fosse adulta ela teria várias. Me pedia como seu eu fosse me cansar e dizer sim e obviamente eu não autorizava. MÃE? E SE A GENTE FIZER UMA TATUAGEM DE MÃE E FILHA? Amoleci logo de cara mas fingi estar pensativa… “E como é isso? ” Eu perguntei já entregando minhas intenções.

“Mãe, é uma tatuagem que eu faço em mim e você faz o mesmo desenho em você, igualzinho. A gente escolhe a tatuagem juntas. Podemos escolher uma coisa só nossa! ”

Fizemos um desenho que representasse uma experiência vivida por nós duas. Escolhemos uma tatuadora que tivesse as mãos delicadas, nós duas gostamos de tatuagens de traços finos. Nós mostramos o desenho que queríamos e uma palavra que tem o significado de família. E assim foi… minha filha fez a sua primeira tatuagem e eu participei de mais esse momento da vida dela.

Como foi pra mim? Foi tudo uma delícia, esqueci até o incômodo da agulha, apesar de ter escolhido uma área do braço, dizem que dói menos. Ficou impossível se arrepender, fiz questão de fazer essa tatuagem em um lugar que eu mesma conseguisse ver sempre que eu quero. Virou motivo de orgulho, toda vez que alguém me pergunta, “e essa tatuagem? ” Aí eu tenho uma história para contar. Gostei muito de ter tomado coragem para me tatuar, mas gostei muito mais de eternizar amor em nossas peles!

Sim, hoje ela já fez a segunda tatuagem. Dessa vez não foi para me homenagear, mas também foi um registro com uma outra pessoa muito importante na vida dela, foi com a melhor amiga. Se tatuar realmente não parece ser algo de apenas uma única vez. Eu também estou pensando na próxima! E vocês? Quantas tatuagens vocês tem?